Promotor brasileiro processa a Trafigura por violação de contratos da Petrobras: declaração

São Paulo (Reuters) – Os promotores federais brasileiros entraram com uma ação judicial buscando indenização da trading de petróleo Trafigura e ex-executivos por acusações de corrupção relacionadas à petrolífera brasileira Petrolio Brasiliero SA (Petrobras), de acordo com um comunicado divulgado nesta segunda-feira.

Os autores também estão buscando uma ordem judicial para congelar um bilhão de riais (US $ 187,55 milhões) dos ativos dos réus, enquanto se aguarda uma decisão final sobre este assunto.

As denúncias giram em torno de 31 negócios de compra e venda de óleo combustível entre maio de 2012 e outubro de 2013. No Brasil, o Ministério Público só pode abrir processos criminais contra pessoas físicas, e as empresas estão sujeitas apenas a penalidades administrativas, que podem incluir multas.

Em um e-mail para a Reuters, a Trafigura não comentou especificamente sobre o processo. Em vez disso, referiu-se à declaração de setembro de 2019, na qual afirma ter uma política de tolerância zero para suborno e corrupção.

“Qualquer sugestão de que a atual administração da Trafigura sabia que seus pagamentos seriam usados ​​para fazer pagamentos indevidos a funcionários da Petrobras não é correta”, disse o comunicado.

Esta é a primeira ação legal visando uma empresa comercial desde que os promotores brasileiros começaram a investigar as vendas de combustível da Petrobras em 2018, como parte de uma chamada investigação de enxerto de lavagem de carro, que ainda está em andamento e começou em 2014. Até agora, apenas pessoas físicas foram visadas em tais processos.

Os promotores disseram que os supostos negócios irregulares entre a Trafigura e a Petrobras envolviam a venda de 7,062 milhões de barris de óleo combustível.

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Eles disseram que encontraram evidências de que a Trafigura garantiu esses contratos pagando 6,86 milhões de riais em subornos a ex-funcionários do distrito comercial da Petrobras. Como resultado, disseram os demandantes, a Trafigura teve um lucro de cerca de 200 milhões de riais omanis e causou prejuízos para a Petrobras.

Os promotores disseram que seis empresas estrangeiras que competiram e lucraram com o esquema eram as rés no processo, incluindo Trafigura do Brasil Consultoria, Trafigura AG, Trafigura PTE, Grupo Trafigura PTE, Trafigura Beheer BV e Farringford Foundation.

A declaração da promotoria disse que um total de 12 pessoas estiveram envolvidas no esquema.

(Reportagem de Anna Mano em São Paulo e Vale Sabrina no Rio de Janeiro; Edição de Stephen Coates e Aurora Ellis)

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