Petrobras Critters e Real cai na pior pista do Brasil em meses

(Bloomberg) – A queda nos mercados brasileiros na segunda-feira foi diferente de qualquer queda que o país viu desde os primeiros dias da epidemia no ano passado. Os investidores se desfizeram de tudo, de empresas estatais a títulos e moeda depois que o presidente Jair Bolsonaro demitiu o chefe da gigante do petróleo Petrobras, gerando temores de interferência do governo e uma ruptura com as promessas de favor do mercado de seu governo.

O riyal estava entre as ações com pior desempenho no mundo, mesmo depois que o banco central interveio para apoiá-lo. As ações também recuaram em relação aos principais pares, recuando 4,9%, a maior queda desde abril, e os títulos soberanos em dólares lideraram as perdas entre os mercados emergentes. As ações da Petrobras despencaram 22 por cento, o maior em quase um ano, derrubando empresas controladas pelo estado.

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“Esses sinais negativos geram medo entre os investidores e, em última análise, um desinvestimento lógico do país”, disse Gregorio Velasco, chefe de fundos de renda fixa institucionais da Bci Asset Management em Santiago. “Estamos atentos a esse desenvolvimento porque pode ter implicações mais amplas e relevantes para o mercado brasileiro”. A seguir estão os principais movimentos do mercado:

real brasileiro

O rial ultrapassou o nível-chave de 5,5 em relação ao dólar que servia de suporte para a moeda e estendeu as perdas para 2,7% antes de o banco central intervir na oferta do dólar por meio de swaps cambiais. A moeda fechou o dia 1,3% menor em 5,4591 por dólar, o segundo pior desempenho entre as 31 principais moedas monitoradas pela Bloomberg.

Lojas

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O Ibovespa caiu 4,9%, a maior queda desde abril. As ações da Petrobras lideraram as perdas, caindo 22% em meio ao aumento do volume de negócios, conforme analistas do Credit Suisse Group AG ao JPMorgan Chase & Co cortaram suas recomendações. As opções de ações aumentaram 1.310%.

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Banco do Brasil e Elitrobras, que estão sob controle do governo brasileiro, também caíram na segunda-feira. Anteriormente, o colunista de O Globo Lauro Jardim afirmou que Bolsonaro planejava substituir o presidente do Banco do Brasil – que já estava sob pressão política.

Taxas de troca

As taxas de swap saltaram 11 a 22 pontos base ao longo da curva com a queda real. Os contratos de DI estão agora cotados a 44,5 pontos-base em um aumento de taxa na próxima reunião do banco central em março, ante 38 na sexta-feira, mostrando que os comerciantes estão aumentando as apostas em um aumento de meio ponto percentual na taxa no mês que vem.

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Títulos

Os títulos soberanos brasileiros denominados em dólares estão entre os piores nos mercados emergentes, caindo quase 3 centavos por dólar ao longo da curva. As cédulas com vencimento em 2050 tiveram seu pior dia desde junho, caindo 3,1 centavos por dólar para 94,4 centavos, o menor nível desde julho.

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A Petrobras estava entre as mais negociadas em dívida de mercado emergente de alto rendimento, de acordo com dados de rastreamento. Os títulos de 2031, um dos títulos mais líquidos da empresa, caíram até 4,7 centavos por dólar, a maior queda desde junho. Os títulos dos produtores de petróleo do século caíram de 6,5 centavos a 107 centavos por dólar.

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CDS

O prêmio de risco do Brasil medido por credit default swaps de cinco anos aumentou 22 pontos base para 187, o maior salto desde setembro, de acordo com a ICE Data Services. Este movimento contrasta com o indicador Markit CDX EM, que não mudou muito.

Os swaps da Petrobras de cinco anos saltaram 35 pontos base para 229, o nível mais alto desde novembro. O mercado indica que a probabilidade de inadimplência nos próximos cinco anos é de 13,9%.

(Atualizações de preços reais e preços de fechamento de ações no Brasil).

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