Os passageiros em voos especiais do Brasil para Portugal devem cumprir a quarentena obrigatória – 26/02/2021 – mundial – Universidade Rei Saud

Os passageiros do voo especial de ida e volta entre o Brasil e Portugal terão que cumprir a quarentena de 14 dias após o desembarque. Quem chega ao país em voos comerciais com conexão para outros países europeus, como França e Suíça, está isento dessa exigência.

A disparidade de tratamento gerou protestos nas redes sociais de alguns passageiros do vôo, que parte de São Paulo com destino a Lisboa neste sábado (27).

A explicação oficial encontra-se no decreto do governo português que rege as regras do tráfego aéreo nesta época de pandemia, que contém regras muito específicas para voos diretos do Brasil e do Reino Unido (onde existem variantes mais contagiosas do Coronavírus).

Além de permitir apenas voos humanitários – para cidadãos ou estrangeiros com residência legal – o documento também prevê quarentena obrigatória na chegada.

Para os passageiros que viajam do Brasil para Portugal por meio de contatos com países do Espaço Schengen (Espaço Livre da União Europeia), as regras em vigor são as dos voos europeus.

O isolamento preventivo, nesses casos, só é obrigatório para países com taxa de incidência superior a 500 casos por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias.

Embora os voos diretos tenham sido cancelados, o governo português deixou a opção – e em muitos casos direcionou os passageiros – de buscar rotas alternativas com conexões em outros países.

No momento, a lista de países europeus que continuam abrindo suas fronteiras aos voos do Brasil é limitada. A maioria dos viajantes opta por adquirir os bilhetes via França (Paris) e Suíça (Zurique).

Ao contrário de muitos países, que exigem quarentena em hotéis inspeccionados pelas autoridades, Portugal permitirá que os recém-chegados fiquem isolados nas suas casas.

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Embora o isolamento preventivo seja “preferível em casa”, as autoridades podem dar instruções diferentes, mesmo no aeroporto, para aqueles que são impedidos de fazê-lo.

Em um memorando, o Departamento de Estado afirmou que haveria uma inspeção. O expediente afirmava: “Quem não respeitar o regime de isolamento pode ser punido com o crime de desobediência civil e / ou disseminação de doença e ser punido com pena de prisão ou multa”.

Apesar das restrições, o ambiente é uma das expectativas dos viajantes, que têm pressionado as autoridades a fazerem uma viagem especial para quem é impedido pelo fechamento da fronteira.

Apesar de anunciado como furto humano pelo governo português, o preço dos bilhetes tem sido motivo de reclamações – e retiradas – por parte das partes envolvidas.

Uma reportagem do Jornal de Notícias informa que um bilhete só de ida custa 1.800 euros (cerca de 12.000 reais).

Em nota, a companhia aérea TAP, responsável pelo voo, nega que as tarifas tenham atingido valores tão elevados, mas reconhece a dinâmica tarifária da divisão. A empresa também chama atenção para os altos custos associados à operação de um vôo extraordinário.

Apesar das críticas, os ingressos não estão mais disponíveis.

Também foi concluído o voo do avião que partia de Lisboa com destino a São Paulo na tarde desta sexta-feira (26), com 298 passageiros a bordo.

Apesar da atmosfera de ansiedade que precedeu o vôo, a subida ocorreu sem problemas. Havia temores de protestos de pessoas excluídas do furto, o que não aconteceu.

Desde o fechamento da fronteira, centenas de brasileiros relataram dificuldade em permanecer no país europeu.

A maioria dos atingidos eram migrantes desempregados devido à epidemia que já haviam comprado passagens para voltar ao Brasil. Sem empregos, muitos já recorrem a ONGs e entidades religiosas, até para obter alimentos.

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Sem ter onde morar, uma família brasileira, incluindo três filhos, veio para o acampamento no aeroporto de Lisboa enquanto esperava o voo. Além de serem obrigados a deixar o local, também foram multados por não respeitarem o bloqueio do país.

Devido ao grande número de pessoas que não puderam fazer as excursões adicionais, o governo português já está a analisar a realização das outras viagens.

A proibição de conexões aéreas continua até 1º de março, mas pode ser prorrogada.

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