Os danos causados ​​pelas enchentes no Sul do Brasil foram estimados em US$ 2,2 bilhões e o agronegócio foi severamente afetado

São Paulo, Brasil – As fortes chuvas que inundaram grande parte do estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil, desde maio, causaram perdas superiores a R$ 11,4 bilhões (US$ 2,2 bilhões), incluindo R$ 4,6 bilhões (US$ 920 milhões) em habitações danificadas ou destruídas. .

O agronegócio, principal motor económico da região, também foi gravemente afetado, com perdas que ascenderam a R$ 3,4 mil milhões (US$ 680 milhões).

o Dados Ela foi divulgada na semana passada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que vem monitorando os danos às cidades do entorno do Rio Grande do Sul. Os números ainda são parciais, pois muitas cidades ainda não conseguiram calcular os danos. Das 497 cidades gaúchas, 476 foram afetadas pelas chuvas – 323 em estado de emergência e 95 em estado de calamidade geral.

Dos R$ 11,4 bilhões em danos registrados até agora, R$ 2,5 bilhões (US$ 500 milhões) estão no setor público e R$ 4,2 bilhões (US$ 840 milhões) estão no setor privado, com a maioria dos danos relacionados a pessoas que trabalhar no setor privado. O setor imobiliário, no valor de 4,6 bilhões de riais brasileiros, devido aos danos ou destruição de mais de 110 mil residências.

O agronegócio é de longe o setor econômico mais afetado: há perdas de R$ 3,4 bilhões (US$ 680 milhões) na agricultura e de R$ 293 milhões (US$ 58 milhões) na pecuária. O Rio Grande do Sul é um dos pólos do agronegócio brasileiro e responde por 12,6% do PIB agrícola nacional.

O estado produz 70% do arroz do Brasil, 15% da sua carne (12% de frango e 17% de porco), 15% da soja e 4% do milho. O Banco Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, também emitiu Estudos preliminares Sobre os prejuízos causados ​​pelas chuvas no agronegócio, não só para o estado, mas para toda a economia brasileira.

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“O PIB agrícola do Brasil poderia diminuir em 3,5% (nossa estimativa anterior era que diminuísse em 3%). As perdas no agronegócio poderiam ser ampliadas pela logística, afetando tanto a saída de culturas quanto a chegada de insumos”, concluiu o estudo. é um problema importante para os sectores dos lacticínios e da carne.

Os agricultores afectados pelas cheias receberam doações de alimentos para os seus animais. Crédito da imagem: Julia Chagas/Sibi

Além do agronegócio, o Rio Grande do Sul também é responsável por 8,3% do PIB industrial brasileiro. Com as enchentes, o Conselho Nacional da Mulher estimou perdas no setor industrial em R$ 267 milhões (US$ 53,4 milhões) até o momento.

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), sindicato que representa o setor, previa crescimento do PIB de 4,7% em 2024, mas devido às enchentes, o estudo do Bradesco indicou que o crescimento em relação ao ano passado deverá ser próximo de zero. “Mesmo considerando uma hipótese para o esforço de reconstrução.”

“O impacto potencial no PIB brasileiro varia de 0,2 a 0,3 ponto percentual. Essa estimativa leva em conta o peso do Rio Grande do Sul na economia brasileira”, disse o banco, destacando que em 2022 o PIB do estado chegará a 600 bilhões de reais. . Brasileira (US$ 116 bilhões), o que significa uma economia maior que países vizinhos como Uruguai (US$ 80 bilhões) ou Paraguai (US$ 46 bilhões).

“Os impactos desta catástrofe natural ainda estão em curso. Só através de avaliações contínuas e da divulgação de novos dados será possível obter uma compreensão mais completa dos impactos e planear estratégias de recuperação mais eficazes, garantindo que os esforços de reconstrução vão ao encontro das necessidades reais. comunidades afetadas.” Ele disse Presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petri.

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exportações

As exportações do Rio Grande do Sul atingirão US$ 22,3 bilhões em 2023, ou cerca de 6,6% do total das exportações do Brasil. No primeiro trimestre deste ano, os embarques atingiram US$ 4,2 bilhões. Os principais produtos da carteira de exportação do estado são a soja e seus derivados, além do fumo.

Segundo estudo do Bradesco, grande parte da produção de soja foi colhida antes das enchentes, mas ainda não foi exportada. Portanto, o estudo espera apenas um pequeno impacto de US$ 1 bilhão nas exportações de soja. “Quando adicionamos outros produtos, o impacto total estimado chega a US$ 2 bilhões.”

Centenas de estradas foram danificadas devido à chuva. Fonte da imagem: Lauro Alves/SECOM

Dano estrutural

A infraestrutura e a logística do Rio Grande do Sul também preocupam, com diversas rodovias danificadas, além de aeroportos e rodoviárias. Dados da CNM indicam perdas temporárias de R$ 1,7 bilhão (US$ 340 milhões) em obras de infraestrutura, como calçadas, pontes, viadutos, asfalto e estradas. Para Bradescu, “gargalos logísticos também podem afetar a indústria local”.

Nesse cenário, o governo do Rio Grande do Sul estima gastos de pelo menos R$ 3 bilhões (US$ 600 milhões) para reconstruir estradas e pontes governamentais. O governador Eduardo Leite não descarta a necessidade de até R$ 10 bilhões (US$ 2 bilhões) para adaptar estradas e pontes às mudanças climáticas.

“Analisando as rodovias estaduais afetadas por eventos climáticos, temos dois cenários: se trabalharmos apenas com a correção para liberá-las ao público, estimamos que serão necessários cerca de R$ 3 bilhões para devolvê-las às condições anteriores, com algum grau de melhoria”, disse ele. Ele disse.

Mas, segundo Leite, tornar a infraestrutura mais resiliente é uma forma de tentar evitar que as estradas voltem a ser destruídas: “Se desenharmos a reconstrução de forma resiliente, adaptando-nos às alterações climáticas, fazendo as intervenções necessárias e fortalecendo a estrutura para evitar novos eventos , podemos chegar a 10 bilhões de reais.”

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