“O Rio Só Quer Passar”: um documentário

brasil de fato Divulgue o documentário O rio só quer passar: a tragédia climática do Rio Grande do Sul Em junho. O vídeo está disponível no site do BdF Canal do Youtube.

O filme retrata o impacto social das graves enchentes no Rio Grande do Sul, a partir de depoimentos de moradores urbanos, assentados da reforma agrária, indígenas e quilombolas.

O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros localizados na região Sul do país. Faz fronteira com o estado de Santa Catarina ao norte, com a Argentina a oeste e com o Uruguai ao sul. Além disso, o Oceano Atlântico fica a leste. O estado está dividido em 497 municípios e possui área total de 281.730,223 km², representando cerca de 3,3% da área do Brasil. Sua capital é Porto Alegre e sua população é de cerca de 10,88 milhões de pessoas.

As enchentes começaram a afetar o estado em 27 de abril, após fortes chuvas na região de Valles. Essas chuvas inundaram as bacias dos rios Tacuari, Kai, Pardo, Jaqui, Sinus e Gravataí, fazendo com que transbordassem e submergissem diversas cidades. A água também chegou à Guaíba em Porto Alegre e à Lagoa dos Patos em Pelotas e Rio Grande.

Para produzir o documentário, brasil de fato Viajei durante uma semana para as áreas mais afetadas pelas fortes enchentes de maio de 2024: Porto Alegre e Vale do Tacuari.

Murilo Pagula, repórter do PDF que trabalhou no filme, disse: “Embora os relatos que coletamos sejam difíceis de ouvir, eles mostram que não são apenas os afetados que são afetados. questão climática. O que mais nos move é a solidariedade popular entre aqueles que perderam tudo”.

READ  Resenha de Filme: Casa Grande - Américas Trimestral

Documentário O rio só quer passar: a tragédia climática do Rio Grande do Sul Reportagem em destaque de Murilo Pagula e Vitor Shimomura, edição e fotografia de Vitor Shimomura.

As palavras da vítima inspiraram o título do filme

A cena mais devastadora do documentário foi na cidade de Arroyo do Mio, na bacia do rio Tacuari, a 120 quilômetros de Porto Alegre. A cidade parece ter sido alvo de um bombardeio.

“O rio quer passar”, disse Fabricio Henrique no Arroio do Mio em meio às ruínas de sua casa. Por conta dessa tragédia, o operador da máquina desistiu de criar o filho no bairro onde cresceu, onde nadava às margens do rio Taquari. “Enquanto tivermos progresso, enfrentaremos inundações”, disse ele.

Na cidade de El Dorado do Sul, na região de Porto Alegre, a reportagem constatou que a cidade estava totalmente submersa na água. Um morador criticou a falta de prevenção de desastres climáticos. “O estado removeu as proteções ambientais mínimas dos rios inundados”, disse Álvaro Azevedo, que estava com água até os joelhos.

O cenário é destruir os assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que fornecem a maior produção de arroz orgânico da América Latina. Os assentados pertencentes ao movimento de reforma agrária contabilizam as perdas e exigem que o governo federal tome as medidas necessárias para que possam se recuperar, como o reassentamento para longe de áreas vulneráveis ​​ou o perdão das dívidas para financiar a colheita.

Impacto sobre povos indígenas e quilombolas

“Nossos ancestrais dizem que vai continuar assim [with floods]“Nenhum branco ou indígena sobreviverá a esta situação”, disse o líder Guarani Mbya, Roberto Jiménez. Por isso, a área Tekoha Pindo Buti, do povo Guarani Mbeya, necessita de demarcação urgente. Jiménez diz que esta é a única maneira de os indígenas finalmente conseguirem viver numa área seca atualmente habitada por agricultores.

READ  'RRR' de Son NTR e Ram Charan recebe elogios do presidente brasileiro na cúpula do G20, responde o diretor SS Rajamouli | Notícias de filmes em telugu

Na área urbana do quilombo “Arreal da Baronesa”, em Porto Alegre, uma moradora lembra que sua avó foi atingida pelas enchentes de 1941, até então as maiores da região gaúcha. “Agora é a minha vez”, disse ela, resignada.

Desastre histórico

Em maio deste ano, 2,3 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul foram afetadas por graves enchentes. Mais de 600 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas. Segundo a Defesa Civil, 77 mil pessoas foram resgatadas e 95% dos municípios gaúchos foram afetados. O número de mortos chegou a 178 pessoas.

Em Porto Alegre, o rio Guaiba atingiu a altura recorde de 5,3 metros e afetou 242 mil residências na zona urbana de Porto Alegre, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Defesa Civil do Rio Grande do Sul. O nível ultrapassou a maior enchente registrada em 1941, quando o rio Guayba atingiu 4,7 metros.

O rio Tacuari, que atravessa a região dos Valles, ultrapassou o nível de cheia e atingiu 31,2 metros, o nível mais alto da história, segundo o Serviço Geológico Brasileiro (SGB).

A cidade de El Dorado do Sul foi a mais afetada na região de Porto Alegre. O rio Jaqui inundou 100% da cidade. Segundo a Câmara Municipal, 32 mil dos 40 mil residentes foram forçados a abandonar as suas casas.

Assista ao documentário

Editado por: Thalita Perez

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *