No Limite da Democracia (2019)

Este filme é um relato muito pessoal dos últimos anos da democracia no Brasil. A narrativa é lindamente construída, entrelaçada com o passado e os instantâneos mais recentes do que se tornou as memórias do diretor – ele realmente narrou, como se ela estivesse mostrando a alguém um álbum de fotos ou como se estivesse contando um sonho (ou pesadelo, você decide).

Alguns dirão que é um retrato de eventos tendencioso para a esquerda. Outros dirão que retrata o infeliz golpe político que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, à prisão de Lula e à ascensão da política de extrema-direita no Brasil.

Talvez os dois lados estejam certos. Retrata um fenômeno contemporâneo, mas não local: a poluição da política – o contraste das atitudes políticas com o extremismo ideológico – que parece estar ocorrendo em diferentes partes do mundo (veja os Estados Unidos, por exemplo).

Pessoalmente, este filme me afetou profundamente e não pude deixar de pensar que política (se é que) não significa mais servir à comunidade, mas sim a interesses pessoais. A política se tornou um jogo de poder básico. Como a população testemunha isso? Algumas pessoas pararam de pensar no gol e começaram a torcer pelos jogadores.

Nesse sentido, este filme é sobre sonhos: não importa quem vença. Se não começarmos a fazer escolhas inteligentes, todos perdem. Só espero que as pessoas acordem a tempo.

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