Globo Filmes comemora 25 anos…liderando a recuperação da indústria cinematográfica brasileira

Poucas empresas no mundo tiveram tanto impacto na indústria cinematográfica local como a Globo Films, o braço conjunto de produção cinematográfica da gigante brasileira Globo, o maior conglomerado de telecomunicações da América Latina. Nos últimos 25 anos, a Globo Filmes apoiou mais de 500 filmes, quase todos por meio de coprodução.

Juntos, esses filmes venderam 260 milhões de ingressos de cinema, uma média de mais de 10 milhões de ingressos por ano, representando mais de 70% da participação no mercado brasileiro de 1998 a 2024.

A Globo Filmes dá luz verde a mais de 20 filmes por ano, constituindo a maior produção de qualquer empresa no Brasil, graças ao artigo 3a da lei de mídia audiovisual do país, que lhe permite se beneficiar de incentivos fiscais para investir em longas-metragens.

Desde o seu lançamento em 1998, a Globo Filmes ajudou a acelerar a recuperação da indústria cinematográfica brasileira depois que o presidente Fernando Collor de Mello fechou a agência cinematográfica estatal Embrafilme em 1990, paralisando a produção. Vinte e cinco anos depois, após um congelamento do financiamento governamental para filmes e uma pandemia, a Globo Filmes está mais uma vez ajudando a apoiar a recuperação dos negócios brasileiros.

Muitas das coproduções da Globo Filmes são dirigidas por famosos diretores brasileiros, como o thriller erótico “Motel Destino”, título Cannes 2024 de Karim Aïnouz (que concorreu em Cannes no ano passado com “Firebrand”). Os títulos em desenvolvimento incluem “Rios de Poeira”, codirigido por Kleber Mendonça Filho, que concorreu em Cannes com “Aquarius” (2016) e “Bacurau”, vencedor do Prêmio do Júri de Cannes 2019.

No entanto, a Globo Filmes caminha em direção à diversidade, apoiando diretoras emocionantes, como Juliana Rojas e Carolina Markovic, além dos cineastas negros Luciano Vidigal, Jefferson Dee, Silvio Guindaini, Luciana Bezerra e os cineastas indígenas do Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi , que está por trás do documentário “Mundurukânia”.

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Em termos de bilheteria, a Globo Filmes também está impulsionando a recuperação das bilheterias do Brasil. Três comédias com lançamento previsto para o início de 2024 – “My Sister and Me”, o drama espiritual “Astral City 2” e a comédia familiar “The Beachnickers 2” – venderam um total de 5,4 milhões de ingressos de cinema até agora. “A Globo Filmes tem sido uma força motriz para elevar o cinema brasileiro a novos patamares, tanto local quanto internacionalmente”, afirma Renata Brandão, sócia e CEO da Conspiração Filmes no Rio de Janeiro.

Vincent Maraval, o diretor de Goodfellas, queixou-se certa vez de que as emissoras francesas, que investiram centenas de milhões de dólares em filmes locais através de acordos de compra antecipada, estavam essencialmente fazendo filmes para a televisão.

Como coprodutora, a Globo Filmes tem interesse no lançamento de filmes nos cinemas, por isso também se beneficia da enorme influência mercadológica da própria Globo, promovendo títulos não apenas por meio de publicidade direta, mas também em telejornais, programas digitais e de entretenimento, diz Simon Oliveira, presidente da Globo Filmes.

Ela ressalta que “os diretores artísticos e membros do comitê técnico da Globo Filmes, incluindo o veterano Daniel Filho, o ícone do Cinema Novo Carlos Degues, o diretor da Cidade de Deus Fernando Meirelles e o diretor argentino Daniel Bormann, deram orientações inestimáveis ​​aos diretores no refinamento de suas próprias visão cinematográfica”.

Os produtores concordam com esta opinião. “A Globo Filmes é uma grande parceira da indústria cinematográfica independente no Brasil”, afirma Leonardo M. Barros, Sócio da Conspiração Filmes. Barros acrescenta que a empresa pode utilizar a Globo, o serviço de streaming Globo Play, o Canal Brasil e o Telecine para pré-compra de filmes.

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Oliveira destaca que os filmes exibidos na emissora aberta Globo poderão ser assistidos por 40 milhões de telespectadores. “As pessoas passam a assistir gratuitamente filmes brasileiros na TV, percebem seu poder e vão ver outros filmes brasileiros nos cinemas. É um círculo vicioso”, afirma.

A janela da TV é “muito, muito importante”, diz Ainouz. “No Brasil, onde os ingressos são caros, o cinema é uma experiência exclusiva da elite e da classe média. É muito importante que tenhamos parceiros como a Globo, que fazem filmes para serem exibidos nos cinemas, mas também abrem uma grande segunda vida para os filmes. TELEVISÃO.

“Na era das plataformas internacionais globais, algumas delas de Hollywood, é muito bom ter um estúdio local onde você pode trocar ideias com executivos locais que entendem do mercado”, acrescenta Ainouz.

Quanto melhor o desempenho de um filme no Brasil, mais fácil será para “os produtores terem um bom desempenho no mercado internacional, e esta é uma das maiores contribuições da Globo para a nossa indústria”, observa Fabiano Gullane, da Gullane Entretenimiento (“Motel Destino”).

De certa forma, quando se trata de regulamentação, o Brasil está à frente da maioria dos países europeus. Um estudo recente do Observatório Europeu do Audiovisual descobriu que apenas cinco estados membros da UE, liderados pela França, têm disposições específicas relativas à retenção de direitos de propriedade intelectual por produtores independentes. No Brasil, ao realizar investimentos tributados, a participação acionária máxima da Globo Films é de 49%. Os produtores brasileiros retêm o restante da propriedade intelectual, essencial para a construção do patrimônio de suas empresas.

Mas os desafios permanecem. O financiamento máximo de incentivo fiscal para a Globo Filmes é de três milhões de rúpias (US$ 577 mil) por filme.

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Barros ressalta: “Devido à inflação, aos altos custos de produção e à queda massiva do valor da moeda brasileira, os incentivos valem cerca de 40% do seu valor original em dólares. É necessário aumentar o teto desses incentivos. ”

A agência brasileira de cinema e televisão Ansine está em negociações com o governo brasileiro para aumentar o teto de financiamento sob o Artigo 3A para US$ 1 milhão. “Isso nos permitirá elevar o valor da produção cinematográfica e aumentar a nossa capacidade de competir com outros cinemas nacionais”, afirma Oliveira.

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