Especialista do Bank of America prevê que a economia brasileira voltará a crescer mais que o esperado

A economia brasileira crescerá mais este ano do que o mercado financeiro esperava, segundo David Becker, chefe de análise econômica para Brasil e América Latina do Bank of America, que entrevistou… O feijão dela Afirmou-se que a tendência em 2024 poderá atingir 2,7%.

O artigo destaca que em 2023 o progresso do PIB do país vizinho foi melhor do que as estimativas iniciais, surpreendendo os especialistas, com o crescimento atingindo 2,9%.

Baker destacou que, apesar da perspectiva optimista que pintou, “o mercado continuará sob pressão para rever a actividade” e que “há pessoas que estavam muito cépticas sobre a questão do crescimento, essas pessoas precisam de reconsiderar”.

Estimativas do Banco da América

Este ano, o Bank of America estima, com base no trabalho de economistas brasileiros, que haverá um crescimento do PIB de 2,7%, quando a taxa oficial era de 2,05%.

“Uma coisa é certa: o mercado tem sido surpreendido pela subida há vários trimestres, não apenas hoje”, observou Baker.

Com base na sua estimativa otimista, ele observou que se trata de um desemprego muito baixo e de uma recuperação dos salários com inflação baixa e do ciclo de crédito.

Desagregando por setor, ele disse: “Estamos vendo aumentos de produtividade no agronegócio, isso é claro, e também há ganhos de produtividade nos serviços financeiros (e) avanços significativos no setor bancário nos últimos anos, mas não na indústria e nos serviços em 2017.”

“Esperamos que a indústria se recupere. Quanto à agricultura, a situação é mais complicada devido à regra incomum do ano passado. O setor de serviços terá um bom desempenho graças ao mercado de trabalho, ao aumento dos salários reais e ao comportamento do crédito”. dizem que a indústria e os serviços são o que atrai.”

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Outra consideração levantada por Baker, na sua entrevista ao jornalista Victor Sena, é que o PIB potencial mais elevado “não conduz necessariamente a uma taxa de juro neutra mais baixa”.

Encosta: Impacto das inundações

Baker também falou sobre as recentes enchentes no Rio Grande do Sul, estado fundamental para o desenvolvimento econômico do país: “É uma tragédia, é uma situação muito complexa e temos que dar apoio”.

Sobre o impacto no produto interno bruto, afirmou que não é possível dar uma resposta, embora haja quem adivinhe os valores, dado que “há muitos locais onde a água não caiu de todo”.

“Isso traz risco negativo às nossas estimativas”, admitiu.

Acrescentou que os dados mensais de maio, ainda não publicados, “vão mostrar alguma coisa”. E concluiu dizendo: “Aí conseguiremos calibrar um pouco melhor. De qualquer forma, uma das nossas principais teses é que o crescimento neste ano seja um crescimento mais consistente, com um componente importante sendo o consumo”.

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