Em fórum empresarial em Pequim, Alckmin olha para o futuro ao comemorar 50 anos das relações Brasil-China — Planalto

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, abriu nesta quarta-feira (5 de junho), em Pequim, o Simpósio Empresarial Brasil-China: Os Próximos 50 Anos. Este ano marca o 50º aniversário das relações bilaterais. Representantes governamentais e empresariais dos dois países discutiram a importância da parceria estratégica entre Brasil e China e examinaram oportunidades de negócios para os próximos anos.

Alckmin abriu o evento lembrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê a China como um parceiro estratégico para o Brasil, enquanto Wang Shuwen, vice-ministro do Comércio da China, afirmou que seu país considera o Brasil uma prioridade diplomática. Representantes de ambos os países também veem grande potencial nas políticas governamentais brasileiras, como a nova indústria no Brasil (Nova Indústria Brasil – NIB) e o Novo Programa Acelerador de Crescimento (PAC).

“Trabalharemos mais para melhorar a nossa parceria, mas quero dizer aos empresários e às empresárias brasileiras em particular que estamos juntos para alcançar a prosperidade, combater a pobreza, criar empregos e promover o desenvolvimento”, sublinhou Alkmene. Na abertura do fórum de negócios. “Tenho certeza de que graças ao talento, ao espírito público e à capacidade empreendedora dos empresários brasileiros e chineses, teremos as ferramentas necessárias para alcançar o bem comum.”

O vice-presidente afirmou que embora as exportações do Brasil para a China ainda estejam concentradas em bens básicos, é crucial expandir esta lista para incluir produtos e serviços de maior valor agregado. Ele também disse que o Brasil e a China deveriam explorar como as duas economias podem se complementar através do comércio e do investimento.

Também falando no evento, o presidente do Conselho Chinês para a Promoção do Investimento Internacional, Ma Xiuhong, listou a economia digital e de baixo carbono, a biotecnologia e o desenvolvimento verde como áreas onde a parceria bilateral poderia crescer. “Acredito que existem muitas sinergias nas nossas estratégias de desenvolvimento, pelo que os nossos dois governos podem aumentar o crescimento aumentando a nossa parceria”, disse ela.

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O Chefe da Casa Civil, Ministro Rui Costa, apresentou os projetos do novo Comitê de Ação Política durante o evento. “Estamos comemorando 50 anos de relações Brasil-China aproveitando a oportunidade para apresentar o novo comitê de ação política. Trabalharemos para fortalecer essa parceria para que possamos obter mais investimentos de empresas chinesas no Brasil e gerar empregos e renda”, ele disse.

Segundo o Ministro do Empreendedorismo e PMEs do Brasil, Márcio Franca, “as relações Brasil-China nos últimos 50 anos têm sido muito positivas e o melhor ainda está por vir. No que diz respeito às PMEs, temos um grande potencial para exportar produtos brasileiros. O mercado e a tecnologia da China serão grandes aliados.”

“Viemos aqui para mostrar como o Brasil está preparado para receber investimentos e desenvolver parcerias. Por isso foi muito importante para nós apresentarmos as cinco trilhas de integração sul-americanas em um evento tão importante. mercado asiático”, disse a ministra do Planejamento e Orçamento brasileira, Simone Tippett.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Favaro, a sustentabilidade é um dos maiores ativos do Brasil. “A produção sustentável no Brasil está crescendo a passos largos. Para manter esse crescimento, temos trabalhado no Programa Nacional de Restauração de Pastagens Degradadas, com o objetivo de adicionar mais 40 milhões de hectares de terras altamente produtivas sem cortar uma única. árvore.” Isto poderia permitir ao nosso país duplicar a produção de alimentos e energia, preservando ao mesmo tempo o ambiente. É uma grande oportunidade para fornecer segurança alimentar e energética ao mundo.”

A relação se intensificou nas últimas décadas

Embora 50 anos de relações bilaterais sejam significativos, o crescimento nas últimas duas décadas foi verdadeiramente notável. Os volumes de comércio bilateral aumentaram de 6,6 mil milhões de dólares em 2003, durante o primeiro mandato do Presidente Lula, para 175 mil milhões de dólares em 2023, coincidindo com o terceiro mandato de Lula. Vale ressaltar que o superávit comercial do Brasil com a China, seu principal destino de exportação desde 2009, foi de 51,1 bilhões de dólares no ano passado, o que representa mais da metade do superávit total do Brasil de 98 bilhões de dólares em 2023.

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Desenvolvimento sustentável e o G20

O desenvolvimento sustentável foi o centro das atenções no simpósio, conforme destacado pelos discursos de autoridades chinesas e brasileiras. O Ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, discutiu a importância de incluir a agenda social neste encontro para refletir o verdadeiro compromisso dos governos que priorizam o bem-estar das pessoas.

“O crescimento económico combinado com o desenvolvimento social está enraizado no ADN do Grupo de Trabalho do G20 que forma a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza”, disse Dias. O Vice-Ministro do Comércio da China ecoou este sentimento, expressando o seu forte apoio aos esforços do Brasil, citando o G20 e o seu apoio ao multilateralismo e à rede de comércio e serviços do BRICS. “Nossa cooperação está promovendo gradualmente um desenvolvimento de alta qualidade”, acrescentou.

Fórum de Negócios

O Simpósio Empresarial Brasil-China, intitulado “Os Próximos 50 Anos”, reuniu mais de 400 líderes empresariais dos dois países. A conferência foi organizada pela ApexBrasil, pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, pelo Vice-Presidente brasileiro, pelo Conselho Chinês para Promoção de Investimentos Internacionais (CCIIP) e pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom). Este evento contou com o apoio do Conselho Empresarial Brasil-China e da Confederação Nacional da Indústria (Federação Nacional da Indústria -CNI).

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