Como a Fitch classificou o Brasil em seu último relatório? A última vez foi negativo – MercoPress

Como a Fitch classificou o Brasil em seu último relatório? Da última vez deu negativo

Sexta-feira, 15 de julho de 2022 – 09:11 UTC


A agência relatou “um desenvolvimento melhor do que o esperado das finanças públicas”.

A agência de classificação de risco globalmente conhecida Fitch divulgou na quinta-feira um novo relatório no qual a perspectiva da dívida pública do Brasil foi elevada da classificação negativa para maio de 2020 após o início da pandemia de COVID-19.

O Brasil é classificado como BB-, três graus abaixo do grau de investimento, garantindo que o país não corre o risco de inadimplência em sua dívida pública. Após o anúncio de quinta-feira, é improvável que a Fitch altere a classificação do país nos próximos meses ou anos.

Em comunicado, a Fitch disse que a decisão “reflete uma evolução das finanças públicas acima do esperado em meio a sucessivos choques nos últimos anos, uma vez que definimos uma perspectiva negativa em maio de 2020. Isso porque, após gastos recordes do governo em 2020, as contas públicas melhorar em 2021 e 2022.” .”

A agência de classificação observou que em 2021, o Brasil registrou seu primeiro superávit primário (providenciando recursos para pagar juros da dívida pública) desde 2013, nos padrões do banco central. No ano passado, o setor público consolidado (federação, estados, municípios e empresas estatais) teve superávit primário de 0,75% do PIB.

A Fitch também espera redução do endividamento do governo em 2022. Segundo a agência, a relação dívida pública geral/PIB deve terminar em 78,8%, abaixo dos 80,3% do ano passado e atingir o nível recorde de 88,6% em 2020. Por conta dos gastos com a pandemia de COVID-19.

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Apesar dos desenvolvimentos recentes, a Fitch observou que a melhora nas contas públicas ocorreu no curto prazo. Para que o processo seja sustentável, a agência recomenda a aprovação de reformas estruturais na economia brasileira.

O Ministério da Economia brasileiro disse em comunicado que “reafirma seu compromisso com o controle das condições financeiras públicas necessárias para a continuidade do cenário de recuperação econômica”.

A última vez que a Fitch rebaixou o Brasil foi em fevereiro de 2018, quando o rating do país foi rebaixado para três níveis abaixo do grau de investimento. Esta é a mesma classificação dada pela Standard & Poor’s (S&P).

A Moody’s classificou o estado com menos de duas classificações de grau de investimento. Tanto a S&P quanto a Moody’s atribuem a perspectiva estável à dívida brasileira. Apenas a Fitch manteve uma perspectiva negativa até agora.

Enquanto isso, o dólar norte-americano subiu nesta quinta-feira para 5,43 reais e o câmbio caiu para seu nível mais baixo desde 2020 como resultado de um cenário global volátil.

(Fonte: Agência Brasil)

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