Bolsonaro testa estratégia eleitoral para “parar o roubo”

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, esperava a aprovação no início deste mês, quando veículos blindados invadiram a capital do país. Mas seu desfile militar tem sido polêmico por causa de seu momento na véspera de uma votação no Congresso sobre segurança eleitoral em 2022 e pelo sinal que envia sobre os laços cada vez mais estreitos de Bolsonaro com as Forças Armadas do Brasil.

Depois de enfrentar o primeiro ano de uma pandemia amplamente vista como má administração, Bolsonaro viu sua popularidade despencar para novas mínimas neste verão. Enquanto os brasileiros irados vão às ruas – às vezes para exigir responsabilidade – ele passou a semear dúvidas sobre a credibilidade da eleição presidencial de 2022, ecoando a estratégia do ex-presidente Donald Trump de alimentar uma base insatisfeita.

Essas ações levantam questões sobre a estabilidade e a independência das instituições democráticas do Brasil. Também representa uma aritmética política arriscada que pode alienar os moderados cujos votos elevaram Bolsonaro, um congressista de extrema direita, à presidência em 2018. “Bolsonaro está mais fraco do que nunca – jogando todas as suas cartas na mesa, “afirma Marjorie Marona, professora de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais.

Por que escrevemos isso?

A resposta desastrosa do Brasil ao COVID-19 prejudicou a perspectiva de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Sua resposta ousada e cortejo com os militares geraram temores de retrocesso democrático.

Rio de Janeiro

Um grupo de tanques militares atingiu o centro da capital brasileira certa manhã, cercado por uma nuvem de fumaça negra do escapamento. Dos degraus de mármore do palácio presidencial, o presidente Jair Bolsonaro olhou com aprovação.

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A parada militar de 10 de agosto, sem precedentes desde o retorno do Brasil à democracia em 1985, ocorreu poucas horas antes de os legisladores votarem a proposta do presidente de extrema direita de devolver as cédulas de papel, uma proposta que os críticos dizem ter como objetivo desacreditar as urnas eletrônicas do Brasil. Bolsonaro busca um segundo mandato nas eleições presidenciais do próximo ano.

A revisão, que atraiu críticas em casa e no exterior, foi vista como uma tentativa não tão sutil de intimidar os legisladores. Nesse sentido, ele falhou: o Congresso rejeitou a proposta. Mas eles fazem parte de um padrão que tem levantado questões sobre a validade da democracia no Brasil.

Por que escrevemos isso?

A resposta desastrosa do Brasil ao COVID-19 prejudicou a perspectiva de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Sua resposta ousada e cortejo com os militares geraram temores de retrocesso democrático.

Como COVID-19 continua a devastar o Brasil e sua economia prejudicada, a popularidade do Bolsonaro despencou para novas mínimas nos últimos meses. Brasileiros furiosos foram às ruas para exigir sua demissão. O presidente, um ex-capitão do Exército, respondeu atacando outros ramos do governo, semeando dúvidas sobre a segurança eleitoral e alardeando sua relação cada vez mais íntima com as Forças Armadas.

“Bolsonaro está mais fraco do que nunca – e está jogando todas as cartas na mesa”, diz Marjorie Marona, professora de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais. “É uma demonstração de força”, diz ela, mas vem de um lugar “desesperador”.

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