Berlinale reverencia ‘Fogaréu’ para fotos no exterior de Los Angeles América do Norte – Pacote de variedades

A Outsider Pictures, com sede em Los Angeles, um centro de distribuição dos Estados Unidos para o cinema emergente em língua espanhola, adquiriu os direitos norte-americanos do filme de 2020 de Ventana Sur Primer Corte, Fogaréu, o filme de estreia da promissora diretora brasileira Flávia Neves.

O acordo, negociado entre Outsider (“Blanquita”) e o braço francês da MPM Premium New Visions (“The Pink Cloud”), segue a estreia mundial do filme no Panorama da Berlinale em 2022, onde ficou em terceiro lugar no Prêmio do Público.

“Fogaréu” foi selecionado no Festival Internacional de Cinema de Neufchâtel e também concorreu no Festival de Cinema de Guadalajara, Festival de Cinema de Vancouver, Festival de Cinema de Edimburgo e Festival Internacional de Mons Love, onde venceu a competição 400 Coups.

“Estamos entusiasmados por trabalhar com a Outsider Pictures novamente, eles são apoiadores incríveis, trazendo vozes latino-americanas para os lares norte-americanos”, disse Quentin Worthington, chefe de vendas e aquisições da MPM Premium. diverso. “

Ele acrescentou: “Infundindo elementos de fantasia e suspense enquanto cria uma crítica poderosa das práticas conservadoras herdadas do passado colonial do Brasil, ‘Fogaréu’ se compara a ‘Bacurau’ de várias maneiras, mas com um toque distintamente feminista e tom pessoal”.

Também vendeu “Fogaréu” para a HBO Central e Leste Europeu. O serviço de assinatura brasileiro Canal Brasil já lançou o filme para o território, enquanto a Spafax Media, com sede em Londres, cujos clientes incluem Air Canada, Delta, Emirates e The Lufthansa Group, adquiriu o projeto para companhias aéreas.

Inspirado em relatos reais, o filme começa com a protagonista Fernanda, interpretada por Bárbara Cullen (“O Julgamento”), que mergulha na jornada de uma heroína após a morte de sua mãe e começa a espalhar as cinzas enquanto liquida sua herança, parte do meio rural propriedade que fica paralela às terras dos residentes.

A cena de abertura ameaçadora e incendiária se desenrola enquanto ela passa por uma enxurrada de soldas de tochas e missas decoradas, um ritual no meio da celebração, para visitar sua família abastada em Goiás, onde seu tio é prefeito.

Ao chegarem em casa, o clima era de tensão. Fernanda contrasta com seus relacionamentos, exalando um calor boêmio alegre que contrasta com as sutilezas fingidas e personalidades inquietas e sujeitas a regras ao seu redor.

Ao conhecer duas mulheres com deficiência cujos parentes afirmam tê-las adotado, Fernanda desconfia que parte de sua herança foi pervertida. Investigando ainda mais, ela descobre verdades preocupantes sobre sua família e uma comunidade cúmplice em fechar os olhos para as atrocidades públicas dos poderosos burgueses da cidade, que se sacrificaram – ou assim afirmam – administrando sua comunidade.

O filme de Fogaréu retrata um mundo enterrado à vista de todos, aumentando as vozes dos atormentados e marginalizados em uma estréia arrasadora que desafia a misoginia arraigada, o preconceito arraigado e as estruturas de poder colonial persistentes que facilitam a apropriação de terras indígenas enquanto honram as lutas de gerações trauma que se espalha através de linhagens como a praga.

Através dos fundamentos místicos da trama, uma justiça agridoce prevalece. Além de Fernanda, quem tem maior autoridade são os menosprezados pela sociedade, Joanna (Vilminha Chaves), a terrível sábia do filme, e o excêntrico mágico de rua Ezequiel (Timothy Wilson), que faz o papel de marionetista da história.

Neves se junta a uma trupe exemplar de jovens diretoras que estão criando um cinema nacional moderno e cheio de nuances ao lado das promissoras cineastas Karolina Markovic (“Carvão”), Caro Alves de Souza (“Meu Nome é Bagdad”) e Flora Dias (” O Caminho do Vento”).

“A trama é inspirada na história de minha mãe, que trabalhou desde criança em condições análogas ao trabalho escravo de um rico fazendeiro. Por isso, “Fogaréu” parte de um ponto de vista totalmente novo no cinema brasileiro: o do oprimido o opressor”, disse o diretor em um comunicado.

“Fogaréu” é uma coprodução franco-brasileira promovida pela CNC Aide Aux Cinemas Du Monde, produzida na França pela Blue Monday, produtora de “Jeune Femme”, vencedor do prêmio Cannes Camera d’Or 2017 de Melhor Primeiro Filme, e em Brasil por Escrito por Fania Catani na Bananeira Filmes (“Zama”), dupla vencedora do Emmy Internacional MyMama Entertainment (“Medusa”) e Caliandra Filmes.

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