Autoridades brasileiras já iniciaram investigação, com a divulgação de 102 milhões de consumidores em um novo vazamento

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou hoje (11) que lançou uma investigação sobre o segundo maior vazamento de dados no país durante o ano.

A investigação diz respeito à divulgação de dados relativos a mais de 102 milhões de linhas de telefonia móvel de duas operadoras de telefonia móvel, de acordo com um site de notícias brasileiro. Newfed, Incluindo nomes e números de registro de contribuintes, minutos gastos em ligações e outros detalhes, incluindo informações sobre o presidente Jair Bolsonaro.

O artigo dizia que um cibercriminoso localizado fora do Brasil, que alegava ter obtido 57,2 milhões de conjuntos de dados de clientes da Vivo e 45,6 milhões de conjuntos de dados relacionados a clientes da Claro, estava vendendo dados na dark web. A empresa de segurança cibernética e privacidade Psafe descobriu o incidente em 3 de fevereiro, mas não encontrou nenhuma evidência de que ambas as operadoras de telefonia móvel fossem de fato a fonte dos vazamentos – as empresas negam que qualquer dado de cliente tenha vazado.

A Autoridade de Proteção de Dados afirmou que estava “tomando todas as medidas apropriadas” para investigar o caso. A ANPD convocou a Polícia Federal, bem como “a empresa que denunciou a verdade e as empresas envolvidas”. A ideia é que as entidades ajudem a autoridade recém-formada, que divulgou sua estratégia inicial na semana passada, a ajudar a investigar e adotar medidas para conter e mitigar riscos relacionados aos dados pessoais dos consumidores que possam ser afetados.

A notícia do último vazamento vem na esteira de um incidente anterior no início deste ano, em que os detalhes de 223 milhões de brasileiros, incluindo cidadãos falecidos, variando de nome e endereço a renda atual, informações pessoais de veículos e declarações de impostos, foram revelados e vendidos em a dark web.

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