Austrália vai vacinar coalas contra clamídia em ensaios clínicos

A clamídia, uma doença sexualmente transmissível também encontrada em humanos, se espalhou amplamente entre os coalas australianos, afetando metade dos animais em algumas áreas.

“É uma doença grave que causa conjuntivite debilitante, infecções na bexiga e infertilidade ocasional”, disse Amber Gillette, veterinária e coordenadora de pesquisa do Australian Zoo Hospital, em um comunicado na sexta-feira, quando o estudo começou.

Os pesquisadores afirmam que a doença bacteriana, que pode ser transmitida de mães para recém-nascidos, também pode causar cegueira.

Cada coala receberá uma dose da vacina e receberá um microchip antes de ser solto na natureza.

“Embora esta vacinação beneficie diretamente cada animal, o ensaio também se concentrará na proteção conferida pela vacinação”, disse Peter Tims, professor de microbiologia da Universidade da Costa do Sol, que está liderando o ensaio.

Embora em muitos casos a clamídia possa ser tratada com antibióticos, os pesquisadores esperam que a vacina ajude a melhorar a sobrevivência e reprodução dos animais.

As estimativas dos números dos coalas variam, pois é difícil contá-los na natureza. Um estudo da Universidade de Queensland de 2016 calculou que existem cerca de 330.000 coalas restantes na Austrália.

Um estudo encomendado pelo World Wildlife Fund estimou que mais de 60.000 coalas foram mortos, feridos ou afetados por incêndios florestais devastadores na Austrália em 2019 e no início de 2020.

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