Atualização 1 – Carrefour Brasil expressa seu pesar após novos protestos contra a matança de negros

(Reenvia com protestos, altera slug para CARREFOUR-BRASIL-PROTESTS / para combinar imagens e texto de segunda-feira)

A rede de supermercados Carrefour Brasil disse hoje, terça-feira, que lamenta profundamente o espancamento de seguranças até a morte na quinta-feira passada em uma de suas lojas no Brasil, depois que centenas de manifestantes protestaram mais uma vez contra o assassinato. .

Ativistas negros na cidade de Porto Alegre, onde ocorreu o assassinato, realizam manifestações em frente às lojas do Carrefour desde sexta-feira, com outro grande protesto ocorrendo na noite de segunda-feira.

Centenas de manifestantes agitavam bandeiras e gritavam do lado de fora de uma loja do Carrefour no leste da cidade ao anoitecer, carregando cartazes como “A vida dos negros é importante. Pare de nos matar”. Cartazes pedindo um boicote ao Carrefour foram amplamente distribuídos.

As ações do Carrefour caíram mais de 5 por cento na segunda-feira, eliminando 2,16 bilhões de riais (US $ 400 milhões) de seu valor de mercado. Nas negociações do meio da manhã de terça-feira, as ações caíram 0,6%.

A unidade brasileira do Carrefour, com sede na França, disse em um depósito de valores mobiliários nesta terça-feira, primeiro edital aos investidores sobre o assassinato, que doaria todo o lucro das lojas de todo o país no dia 20 de novembro para projetos anti-racismo. 25 milhões. Reese (US $ 4,6 milhões) para um fundo que promove a inclusão racial.

Na noite de segunda-feira, alguns manifestantes começaram a derrubar partes da cerca ao redor do supermercado e incendiar pneus. Um pequeno grupo de manifestantes atirou pedras contra policiais vestidos com roupas de choque.

A polícia disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha e correu a cavalo.

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Em vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, foram vistos dois guardas dando socos e socos no chão, João Alberto Silvera Freitas, de 40 anos. Os dois homens foram presos e o Carrefour Brasil disse que havia rescindido seu contrato com a empresa de segurança.

Não ficou claro se o racismo foi um fator na matança.

O Carrefour Brasil disse em nota na segunda-feira que reconhece a legitimidade dos protestos.

“Compartilhamos os mesmos sentimentos e estamos abertos para iniciar uma discussão na comunidade com o objetivo de encontrar soluções para que tais casos não voltem a acontecer”, disse a rede de supermercados.

$ 1 = 5,4150 reais, Reportagem de Diego Vara em Porto Alegre, Reportagem adicional de Carolina Mandel em São Paulo, escrita por Jake Spring; Edição de Kevin Levy e Alistair Bell

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