Armazenamento de energia com baterias recicladas do Brasil – International PV Journal

A Energy Source, especialista brasileira em baterias, atualmente presta serviços de armazenamento de energia com baterias reutilizadas e recicladas. A reciclagem da bateria e a recuperação do metal relacionado são feitas separadamente, sem queimar o material.

Da revista PV Brasil

A Energy Source, com sede no Brasil, aposta em dois novos modelos de negócios para aumentar sua receita em 2021: serviços de armazenamento com baterias reutilizadas e reciclagem de baterias que já completaram seu segundo ciclo de vida, incluindo a recuperação de minerais como o cobalto.

A empresa espera fechar uma rodada de financiamento até outubro para apoiar o modelo de bateria como serviço (BaaS). Espera-se arrecadar 12 milhões de reais (US $ 2,3 milhões) de parceiros e investidores existentes.

“A fabricação de novas baterias começou com baterias que já haviam passado pelo primeiro ciclo de vida em 2017, e a reciclagem das baterias começou no final do segundo ciclo em dezembro de 2020”, disse David Noronha, CEO da Energy Source. Revista fotoelétrica.

Até este ano, a Energy Source vendia seus produtos principalmente por meio de uma parceria com a maior distribuidora de produtos fotovoltaicos do Brasil, a Aldo Solar, que também vende e distribui baterias reutilizadas. A ideia agora é ampliar o relacionamento com o cliente final, tanto para a venda de baterias quanto para a venda de serviços de armazenamento, que podem incluir a troca de baterias. Até agora, a empresa comercializou 6,5 MW de baterias de segunda vida e 1,4 MW de baterias novas. A previsão é de chegar a 10 MWh por mês, em média, a partir de 2022.

A empresa visa atender o mercado de energia em standby, sistemas fora da rede e sistemas de energia híbrida.

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“A rodada de investimentos também visa a viabilizar esse novo modelo de negócios para a empresa”, disse Noronha.

Para atender também o mercado de gerenciamento de energia, a empresa desenvolveu um sistema de monitoramento de bateria que pode ser combinado com outras tecnologias além do lítio, incluindo baterias de chumbo-ácido.

O software faz parte do modelo BaaS e permite funções abrangentes de monitoramento, manutenção, prevenção de falhas e previsão do comportamento da bateria.

“Em última análise, o que pretendemos é garantir que a energia contratada seja entregue e que esteja disponível quando necessário”, disse Noronha.

A Energy Source também está desenvolvendo uma linha de reciclagem de baterias que já passaram pelo segundo ciclo de vida em sua fábrica de São João da Boa Vista (SP). Comecei a executar uma linha de teste em dezembro de 2020.

Até o momento, neste ano, a usina de reciclagem processou 50 toneladas de baterias. Até o final do ano, serão 300 toneladas.

“Eles não estão mais sendo eliminados e estão de volta ao mercado como metais usados ​​pela indústria, como cobalto e níquel”, disse Noronha.

Esse processo, neutro em carbono, visa atrair pessoas e empresas interessadas no descarte adequado de baterias. As montadoras Renault e BMW Group Brasil já são parceiros em fontes de energia.

A reciclagem da bateria e a recuperação do metal ocorrem em duas fases, ambas com zero emissões associadas, uma vez que não envolvem a combustão do material. A primeira etapa é realizada na própria usina. É um processo eletroquímico-mecânico que produz a chamada “massa negra”, que consiste em grandes quantidades dos metais lítio, manganês, cobalto e níquel. A segunda etapa da missa negra é enviada para a InCasa, empresa com sede em Joinville, também localizada em Santa Catarina. Esta etapa envolve a separação e purificação de minerais por meio de um processo hidrometalúrgico. Nesse modelo de reciclagem, a empresa passa a ter direito a emitir créditos de carbono.

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Neste ano, teve início o processo de certificação liderado pela ACV Brasil, com previsão de conclusão até 2022. Estudos preliminares estimam que cada tonelada reciclada equivale a 5 toneladas de créditos de carbono.

“Um dos nossos principais objetivos agora era agarrar as baterias”, disse Noronha. As baterias coletadas pela Energy Source vêm principalmente de eletrônicos, além de produtos como telefones, drones, veículos elétricos, bicicletas elétricas e scooters elétricos.

As baterias recicladas são comercializadas principalmente com gerentes de resíduos, mas também com fabricantes de equipamentos. Noronha disse que as parcerias com empresas de descarte podem ser concebidas de maneiras diferentes.

Entre outras variáveis, depende da composição das baterias e da quantidade de lítio, ferro e fosfato. As baterias que contêm concentrações mais altas de cobalto tendem a ser de maior valor. ”

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